SUPER CHOLLO: As lojas dos ‘chinos’ em Madrid

Olha gente, longe de levantar polêmicas e distante de querer polemizar o inevitável, vivi um dilema antes de escrever estas dicas, sabendo das condições sócio econômicas relacionadas aos produtos/trabalhadores chineses. Mas considerando que essa informação você ia descobrir ‘o si o si’ chegando aqui, pois as lojas dos chinos são um caminho sem volta quando você chega e se ambienta, tomei coragem e aqui está meu humilde guia de chinos.

E para vocês entenderem o porque considero a dica importante comento que na(S) mala(S) que eu trouxe na minha primeira vinda (num tempo maravilhoso em que os vôos diretos tinham um limite de 32kg de bagagem), tanto eu quanto minha mãe e minha irmã preocupadas em que não me faltasse NADA, incluímos na bagagem alguns itens que de fato são ultra necessários e que você sempre tem em uma gaveta de casa (lembrando que eu estava me mudando para o outro lado do oceano sem uma casa à princípio). Mas não riam pois itens eram:

      • Um kit de costura;
      • Um jogo individual de talheres;
      • Bolsinhas para lavar peças delicadas na máquina de lavar;
      • Capa de chuva (não julguem uma pessoa mudando de vida tendo que escolher itens indispensáveis para por em uma mala, quando você não faz idéia do que é indispensável);
      • Um gancho de porta para pendurar roupas
      • Fronhas;
      • Tapioca;
      • Milharina;
      • Mate

Bem isso é o que eu me lembro e já serve para demontrar a importância dos chinos, já que como vocês podem imaginar, eu não precisava ter trazido tudo isso. Ok que quanto menos você tiver que gastar ao chegar num país em que tudo se paga em euros melhor, mas mesmo assim né… Enfim, eu não sabia o preço das coisas, em que tipo de lojas as encontraria, não sabia nem onde ia morar minha gente. Mas o óbvio você só descobre com o tempo, e como tempo é precioso (e cada grama da sua mala também), to aqui para te ajudar com isso.

Basicamente, baseada nas minhas andanças, existem 3 tipos de chinos:

  • Os chinos lojas de conveniência: Pequenas mercearias que você não sabe que horas abre, mas sabe que fecham no meio da madrugada, onde encontra de tudo: macarrão instantâneo, pão, sacos de salgadinhos, garrafas de água, cerveja, refrigerante, sabonete, desodorante, bala, chocolate, picolé e até gelo! Elas são fácilmente identificadas pelas plaquinhas de ALIMENTACIÓN, e você vai encontrar elas atrás de portas estreitas por praticamente TODA A CIDADE, ou talvez um pouco mais disfarçadas nas zonas um pouco mais  nobres.
          • Os primos dos chinos lojas de conveniência: Neste quesito, quando você estiver vagando pelo seu bairro, não perca a oportunidade de entrar em qualquer lojinha com bancas de frutas na entrada e com um rapazinho com cara de indiano dentro. São nelas que você vai encontrar coisas que jamais imaginaria pois elas costumam ter produtos locais de diversos países. Considerando que Madrid é uma cidade de mil nacionalidades (madrileño mesmo da gema quase você não vê), essas lojas tem de tudo um pouco da China, Japão, dos nossos vizinhos latinos, e veja bem, do Brasil também. Já encontrei bastante coisa da Yoki e tapioca. Ok que um saquinho de tapioca da terrinha custava quase uns 3 euros… Mas na hora que a saudade aperta, compensa né. Mas em breve vou fazer um mapa da brasilidade nagô de tudo que já encontrei brasilenho aqui em Madrid para você não chorar de saudade de nada (ou quase nada) que temos da nossa pátria amada.
  • Os Chinos de roupa: Sabe a Citycol? Sai de Baixo (Pessoal de Duque de Caxias no RJ vai me entender), aquelas lojas de roupa do Saara? Então, coloca elas nas portinhas pequenas, com um mafuá de araras, expositores e toda sorte de roupas e acessórios por apenas alguns poucos euritos. Há os chinos de roupas mais mafuentos, e os mais organizados. E há até redes, como a Mulaya que tem cara de butique e conta com uma rede de lojas que briga quase de igual com as maiores como a Stradivarius, Bershka e até a majestosa Primark. Nos chinos mafuentos você precisa catar e muito, mas eu nunca dispenso uma espiada de vez em quando. Já comprei colete de matelassê por 10 euros, chapéu de feltro por 3 euros, vestido (que tive que deixar para minha irmã porque ela amou), por 6 euros, e já recriei muuuuito look pinterest achando pecinhas de roupa visitando essas lojinhas.

 

  • Os chinos de casa: Esses são os ‘Chollos’ (pechinchas). E é neles que você vai encontrar de botão à caminha de cachorro. De cabo HDMI (aqui fala ‘atchedêêmeí) à plástico bolha. De roupa de cama à fantasia de pirata. Enfim, você literalmente monta uma casa em uma dessas lojas.

Bem, era isso que eu queria contar para vocês dos chinos pois se você chegar por aqui sem nenhum amigo para te apresentar a cidade, pode demorar dias e dias para perceber eles como eu demorei.

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