Sonidos brasileños – Músicas que nos levam à casa, sem sair de Madrid

Olha, se tem uma coisa que nos faz compañia, essa coisa é a música. E vou te dizer, não é só companhia não… Música acalanta, música dá energia, música põe para dormir, música faz ambiente. Sabe aquele clima à meia luz? Sem música, essa meia luz seria luz branca, aquela de corredor de hospital, banca de jornal sabe? Zero clima.

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🎶🎶 Quem disse que eu moro sozinha? 🎶🎶

Acho que essa minha relação com música vem de pequena. Filha de jovens pais românticos, me lembro bem do dia que meu pai comprou nosso primeiro DVD Player! Ele, amante de clássicos bregas, ao lado de minha mãe, também romântica, eclética, ex solteira pá virada (tipo eu? Será? rs)… Enfim. Uma das minhas melhores lembranças de infância vem deste dia do dvd, em que eles estavam dançando na sala alguma coisa de Nelson Gonçalves ou do Luis Miguel, sei lá. Eu na época não tive muita noção do que acontecia. Hoje eu sei. Era o famoso clima… Culpa de quem? Música!

Bem, outra lembrança eram os dolorosos despertares às 6am para ir para a escola. Não fosse o rádio da sala (aquele, dvd, poderosão), ligado na Antena 1 light Fm… Músicas que até hoje estão nas memórias minhas e da minha irmã. Quando toca por exemplo Tim Maia e Gal Costa, nos olhamos e dizemos: Música Alcântara né? (Alcântara, nossa escola nessa época).

Tudo isso para dizer: Não existe lar sem música, não existe vida sem música, não existe paz sem música.

Então, voltando aos dias de hoje, eu expatriada em Madrid onde mais do que nunca tenho na maior parte do tempo as músicas como companheiras. Chegando aqui de cara tive que aceitar e me envolver com o reggaeton. Aos poucos me deixei levar. Mas o melhor disso, era o que vinha junto: Rumba, bachata, salsa… Um vasto campo de castellano em diferentes sotaques para me ajudar a apurar o ouvido, me levar a outras atmosferas, me fazer acreditar no amor, me imaginar em uma novela mexicana. Ou seja, puro drama, sangue e sentimento. Marc Antony (aquele que você só conhecia porque casou com J.Lo), Carlos Vives (aquele que você só conheceu porque cantou Bicicleta com a Shakira), Luis Fonsi (aquele que né, dess-pa-ci-to), Thalia (aquela que você só lembra que foi muitas Marias no SBT), Nicky Jam (que você não conhecia), e muitos muitos outros que te garanto, você vai curtir.

Aqui deixo uma playlist ca-pri-cha-da de Despacitos e rapiditos.

Dentro da playlist, tem minhas preferidas. Peço sua licença para:

Que precio tiene el cielo – Marc Antony
Chantage – Maluma feat Shakira
Reggaetón Lento – Cnco
Ay mi Dios – DjChino feat Pitbull

Logo mergulhei na guitarra flamenca que ‘iba más allá’ de Gipsy Kings, outro ícone da minha infância. Nina Pastori, Camaron, Pa.co.de.lu.cí.a! Sem contar com Alejandro Sanz e seu orgulhoso sotaque andaluz, gritado e vibrado para toda Espanha cantar junto e engolir (o sotaque)…

Pausa para o contexto 1: O sotaque andaluz, do sul da espanha, é rejeitado por todo o país, assim como o sotaque nordestino sofre preconceito no Brasil.) Agora imagina, o maior ícone musical mundial do país, que superou até Julio Iglesias, estourando as cordas vocais comendo S’s e R’s (E te digo: é dificil para caceta entender o pessoal do sul).

Rafa, tem playlist? Tem! Aqui

E as preferidas também:

Algo contigo – José Manoel Solto y Rosário 
Si tu no Bailas conmigo – Niña Pastori
Deja que te bese – Alejandro Sanz ft Marc Antony
Perdoname – Pablo Alborán ft Carminho (Cantora contemporânea de fado maravilhosa)

Ah, falando em Fado, Carminho etc… Tem também uma descoberta MARAVILHOSA: Clássicos brasileiros cantados no delicioso português de Portugal, pá! Dá uma olhada aqui em Carminho canta Tom Jobim e Antônio Zambujo – Até pensei que fosse minha.  Dois álbuns cheios de temas muito nossos com ares de terrinha. ❤️💚🇵🇹💚❤️

A preferida desse quesito é:

O que tinha que ser – Carminho

Pausa para o contexto 2: Aqui conto porque essa especialmente ainda me dá nó na garganta. Embora seja portuguesa por herança familiar (vôvis e vóvis paternos), eu nunca tinha ido à Portugal, até Janeiro deste ano quando fui à Lisboa como auto-presente de aniversário. Lá fui à algumas lindas cidades incluindo Óbidos, que era um sonho chegar um dia a visitar. E em um momento em que consegui me perder da minha amiga super guia em Pt Aninha, na micro cidade que é Óbidos, fiquei parada em uma das ruelas, sem perceber que estava justo ao lado de uma loja de música. Adivinha o que estava tocando lá? O que tinha que ser, cantado por Carminho no seu álbum citado aí acima. Com licença, mas duvido que muitos tenham a sorte de realizar um sonho com trilha sonora… Pois foi exatamente assim que me senti. Acho que tinha que ser mesmo… Registro desse momento exato (sem as lágrimas) aqui

Continuando para chegar no ponto que inspirou esse post. Mais que redescobrir minhas raízes musicais, mais que me identificar com ritmos hipânicos, cheguei no momento de ouvir o Brasil com sotaque (ou sem sotaque, como conto nesse post aqui). Gente, é sensacional escutar uma coisa familiar em outro idioma, até vir o grito; Isso é do Brasil!

Bem, pensando nisso, graças ao Spotify, chegamos aqui: Samba pa’ ti. Clássicos nacionais cantados por grandes nomes da música hispánica. O barquinho, Garota de Ipanema, Sozinho! Vale a pena gente… Vão por mim. E me respondam se tem coisa mais fofa que o mapa da Espanha preenchido com a bandeira verde amarela?

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Ouçam aqui (sem jabá)

Mas além de um cd inteiro, compartilho aqui uma coisinha aqui outra acolá que comecei a escutar e pensei: Isso aí é brasileirinho…

O rei! Roberto Carlos cantado por Alejandro Fernandez, Concavo e Convexo
Chorando se foi… : Taboo – Don Omar
Quem dera ser um peeeeixe… Niña Pastori – Burbujas de amor
Sampa – Jean Pierre Noher

E tem em francês também monamú:

La rua madureira – Pauline Croze
Les Eaux de mars – Stacey Kent

E tem espanhol entrando na gravação nacional:

A idade do céu (La edad del cielo) – Paulinho Moska ft Kevin Johansen

Por fim um clássico (para mim), fina flor do sertanejo universitário. Quando contamos para a sobrinha de uma das minhas melhores amigas que eu ia me mudar para Madrid, ela me dedicou uma música, que até hoje pede como “a música da tia Rafa”. Fiquem aí com Fernando e Sorocaba – Madrid.

Aumenta o som aí e viaje para cá você também.

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